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Dados Geográficos

Conceição de Ipanema - MG  

 

Contagem da População 2010 4.636 hab
Área da unidade territorial (Km²) 253.935 km²
Bioma: Mata Atlântica
Densidade Demográfica: 17,55 hab/km²
Fonte: IBGE
 
Histórico do Município

SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX

Tudo começou numa época em a região era habitada pelos temidos índios aymorés. Os primeiros homens brancos a chegar na região vieram vencendo as matas virgens da época e enfrentando seus habitantes, os guerreiros aymorés. Destaca-se primeiramente José Pedro de Alcântara, que figurou no nome do principal rio da região, o Rio José Pedro, que corta a pequena Conceição de Ipanema, formando várias praias e cachoeiras em seu município. Após José Pedro de Alcântara a história registra a presença de Manoel Francisco de Paula Cunha, desertor da Guarda Nacional, fugitivo dos combates da Revolução Liberal de 1842, na chamada Guerra de Santa Luzia. Seguindo os caminhos trilhados por eles, surgiram outros homens, dentre os quais destaca-se Francisco Inácio Fernandes Leão, o primeiro morador da região, que formou aqui sua fazenda, em 1850, acompanhado de sua família. A partir de 1850 a fazenda cresceu, com a construção das casas dos empregados da propriedade e, especialmente, da edificação de uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, da qual Francisco Inácio Fernandes Leão era devoto. A capela foi erguida ao lado da casa-grande, ainda nos tempos da escravidão no Brasil. Surgia, a partir de então, o Povoado de Conceição do José Pedro, nome associado a Nossa Senhora da Conceição e ao Rio José Pedro. Ainda naquele ano foi rezada a primeira missa na capela pelo Padre Luiz Evaristo Vilas, vigário da Diocese de Rio Pardo, hoje Iúna, no Espírito Santo, Estado a que pertencia a região naquela época. Vinte anos depois, em 1870, Francisco Inácio venderia sua fazenda a Domingos Pires da Luz. A capela primitiva foi então substituída por uma igreja no ano de 1898. Purcino Pires da Luz (nome de rua na cidade) recebeu a fazenda por herança, vendendo-a a Virgílio Miranda, em 1912, e que, por sua vez, a venderia a Francisco Henrique Maulaz (nome de rua na cidade) em 1914. O apossamento das terras e das matas virgens para plantio de café e lavouras de subsistência, como milho, feijão e arroz, bem como a criação de bovinos, suínos e aves, levaram a comunidade a um significativo desenvolvimento para época. Em 1920 a antiga fazenda de Francisco Inácio Fernandes Leão foi adquirida por um grupo de moradores locais por 400 mil réis, liderados por Laudelino José da Luz e seus companheiros Felicíssimo Gonçalves Morais, João Ferreira Daniel, Galdino Jacinto Dias, Jorge Feliciano do Couto (Jorge Cardoso), Amaro José de Oliveira (nome da Alameda) e Severino José de Oliveira, que fizeram a doação da propriedade para a Igreja Católica. Assim, lentamente, o povoado de Conceição de Ipanema foisurgindo, foi crescendo e se tornou VILA DA CONCEIÇÃO DO IPANEMA.

A partir de 1917, iniciou-se a migração alemã para a região com aquisição das terras do Córrego do Funil pelos descendentes de alemães Carlos Henrique Saar, Frederico Kaiser e Antônio Keller com influência acentuada na cultura do município. O povoado de Conceição, no município de Ipanema, cresceu, tornando-se distrito em 1948, com a denominação de Conceição de Ipanema. O distrito foi elevado a município em 1953. O rio José Pedro, que nasce na vertente do Caparaó e deságua no rio Doce, corta o município ao meio, formando cinco praias e cachoeiras, pontos de lazer para a população.

Em 1954 a Prefeitura Municipal adquiria quase toda totalidade das terras pertencentes à Igreja católica, para formar o Perímetro Urbano da cidade.

PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX

DÉCADA DE 10

No início do século, a vila de Conceição tinha aspecto ainda de fazenda. Todas as terras à direita do rio José Pedro pertenciam ao Espírito Santo. A região foi disputada entre Minas Gerais e Espírito Santo. A neutralidade da região foi motivo para o aumento da criminalidade. Os fazendeiros contratavam jagunços para apoiar os militares e os conflitos se intensificavam. O Governador de Minas Gerais instalou um telégrafo em Chalé (na época, grafado Chalet) para inteirar da questão. São Barnabé possuía cartório e era o centro administrativo. Os cartórios de Chalé e São Barnabé foram extintos após a demarcação das divisas. Tal fato possibilitou o povoamento de Conceição. A partir de 1917, chegada de famílias alemãs no córrego do Funil. Otto Fernandez Saar adquire terras no local.

DÉCADA DE 20

As terras do perímetro urbano foram adquiridas por Laudelino José da Luz. Ele a adquiriu em nome dos moradores pela quantia de 400 mil réis e doou as terras à Igreja Católica. A partir desse período o povoado recebeu o nome de Vila de Conceição. Desenvolve-se comércio com Purcino Pires da Luz. Destaque da época foi a loja Ferreira Daniel e CIA, uma associação de José de Oliveira e Severino José de Oliveira. A saúde teve como primeiro serviço a farmácia de Antônio Teófilo. Em 1926, os alemães fundam a comunidade luterana do Funil. No final da década , precisamente em 1929, o dentista Felício Guerra adquire o primeiro automóvel.

DÉCADA DE 30

Em 1937, chega a Igreja Batista com o pastor Raimundo Florindo Borges. O templo foi construído com a colaboração de José Maximiano de Souza, comerciante dono da casa Bazar do Povo. Há registros do primeiro caminhão na cidade de propriedade de João Martins. Também nessa época surge a primeira escola. Foi professora Maria Valter Rodrigues. Nessa década, há registro do primeiro dentista residente : Antônio Alacrino. No final da década, Teonílio Werner torna-se dentista diplomado e Mauro Carlos de Souza, farmacêutico. O esporte ganhou o primeiro campo de futebol. Ao seu lado funcionava a zona boêmia. Com a prosperidade da atividade cafeeira, aparecem as primeiras máquinas de café a vapor. A sociedade ganhou os primeiros serviços de fotografia com Manoel. Na fabricação de Carros de boi destacaram-se Alexandre e José Feitor. Um período marcado por violências. Destaca-se na criminalidade o sanguinário Luiz Januário acusado de 50 crimes. Foi fundada a primeira fábrica de fogos de artifícios.

DÉCADA DE 40

Jó Rocha introduz o rádio transmissor organizada a primeira rádio denominada Perereca. As fazendas prosperam surgem três campos de pouso aéreo. No final da década as lavouras passam a ser substituídas pelas pastagens e inicia-se o êxodo rural. A população era 20 mil habitantes. Dídimo Pinto Duarte abriu o primeiro cinema. No fim da década, Francisco Nato da Mata loteia sua propriedade possibilitando a ampliação da vila. A partir de 1944, os descendentes de alemães começam a deixar de usar o alemão.

DÉCADA DE 50

Chegam os correios e Odetina Reis torna-se sua primeira agente. Cidades como Belo Horizonte, Diadema e Ipatinga tornam-se destinos dos que deixam a região. Em 1954, a capela luterana do Funil é erigida por iniciativa do pastor Hermann Rocke. Foi criada a Associação Desportiva Portuguesa em 1957. A população era de 8888 em 1950 e chegou a 931 em 1955.

DÉCADA DE 80

Inicia-se o segundo êxodo rural mais acentuado. As pessoas partem para Santa Gertrudes, estado de São Paulo. Em 1980, a população era de 5911. Os alemães começam a se casar com pessoas de outras famílias. Início da Festa da Colheita na comunidade do Funil.

DÉCADA DE 90

Em 1991, a população era de 4501. Houve um crescimento e atingiu 5163, em 1996.

LIMIAR DO SÉCULO XXI

O século XXI se inicia com uma população conceiçãoense de 5.580 habitantes. Em 2004, a população chega a 3.974. Depois de uma queda acentuada o crescimento populacional retorna e chega a 4.536.


 

 
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